11 Encontro








Conceito Marca 10 anos SBPJor        


Captura de Tela 2013-11-10 às 10.04.22Obra integra Sessão de Lançamentos da SBPJor 10 anos. Noite de autógrafos será no dia 8 de novembro, às 20h, na FAC/UnB

Por Sebastião Guilherme Albano

As redações de jornais, de revistas, de sites, de blogs e de outros espaços e gêneros do jornalismo contemporâneo soem ser um microcosmo, se pensarmos bem, uma figura representativa do mundo lá fora. Os estudos acerca do jornalismo têm um argumento tradicional que advoga a reflexão entre o que se publica, o que acontece e o que a audiência quer, demonstrando um fenômeno de naturalização de um ardil que promoveu a existência desse produto em pele de prestação de serviço, uma representação da representação. Com efeito, as potencialidades que a técnica informacional e comunicacional contemporânea administram são tão abarcadoras que não me inibo a reverter o axioma de Althusser e dizer que hoje é o estado que se conforma como um aparelho ideológico dos meios. Pareceria que se vive uma realidade semiotizada, mas, sem poder agregar dados a esse topos, refiro-me ao fenômeno como uma constatação e externo a impressão pessoal de hoje não convivermos apenas com seres e objetos, mas sobretudo convivermos com imagens.
Este texto trata de apresentar o trabalho de dissertação de mestrado de William Robson, agora transformado em livro, que reúne precisamente três pilares do edifício social que habitamos: jornalismo, imagem e representação. O que são os infográficos senão um gênero de informação mediante uma representação pictórica da representação gráfica da palavra, em verdade uma essencialização do material tratado pela narrativa da notícia? Em prisma filosófico acerca da complexidade assumida pelas linguagens em um mundo dependente da comunicação, interdependente, pode-se aventar a ocorrência de uma rebelião dos signos contra os fatos, cada qual assumindo uma posição diante de um evento. No trabalho, evitando divagações, o autor busca definir a relevância desse pequeno grande gênero na prática jornalística hoje e começa por fazer um reconto histórico, emparentando os chamativos gráficos e vídeos contemporâneos ao misticismo dos rabiscos das cavernas de Lascaux e Altamira. Passa a uma emolduração teórica em que vincula valores notícias, enquadramentos, critérios de noticiabilidade, newsmaking e agenda-setting, isto é, as principais teorias da notícia, e finalmente empreende uma análise pontual dos processos de produção de infográficos interativos na redação do jornal cearense Diário do Nordeste.
Em face da ausência de bibliografia no Brasil acerca do tema, William Robson foi pesquisar na Europa e lá, especialmente na Galícia, encontrou uma parte importante da literatura selecionada, em um ato heróico de construção do seu arcabouço. Esse déficit nacional, segundo sugere, repercute na qualidade e na quantidade de infográficos realizados pelos jornais e um dos argumentos para esse baixo desempenho é a carência de profissionais, facilmente explicado em um país em que o letramento digital ainda é incipiente. Não obstante esse obstáculo, William Robson não tece críticas e se concentra na função do infográfico para a valorização da notícia, uma vez que considera o gênero uma nova maneira de validar o fato jornalístico e, conforme ele gosta de pontuar, construir a realidade jornalística.
Falamos já das salas de redação como um microcosmo do mundo e mencionamos que o jornalismo, para alguns, representa um espaço em que se debatem os temas de interesse públicos nas sociedades abertas (burguesas, capitalistas, civilizadas?). Dissemos ainda que na atualidade as imagens parecem substituir as coisas ou ganham um estatuto inaudito. Como ocorreu comigo, com essas questões em mente, o leitor logo ativa sua habilidade axiomática para vincular, a partir dos sinais que William Robson disponibiliza, a brecha digital no Brasil com o fraco desempenho das políticas nacionais para distribuir as benessses que a economia brasileira gera. Ou ainda, para perceber que os conteúdos e as formas dos infográficos revelam-se mais próximos de certos interesses privados do que públicos. Para estabelecer o liame entre o desprezo por essa ferramenta jornalística e a meia dúzia de segmentos sociais representados pelos grupos de imprensa no país e seus veículos. São correspondências que William Robson tangencia mediante uma análise quantitativa afinada, isto é, que ele insinua, mas não diz. Essa parece a melhor maneira de se erigir um argumento.



Captura de Tela 2013-11-10 às 09.59.35O romance biográfico Caríssimo Abdias, escrito por Mariana Capelo, é uma das 25 obras que serão lançadas na noite de autógrafos da SBPJor 10 anos. O evento vai reunir autores e participantes do 11º Encontro e será realizado no subsolo da FAC/UnB, no dia 8 de novembro, às 20h.
O livro nasceu do projeto final de graduação em jornalismo, cujo objetivo era desenvolver o romance biográfico do jornalista Abdias Silva por meio do uso e da análise de habilidades jornalísticas – especialmente no que compete ao processo de apuração. Houve o trabalho de recolher, organizar e interpretar memórias e lembranças em palavras e narrativas, para a construção do romance. Diante do desafio de colocar uma vida inteira em palavras, cabe ao biógrafo equilibrar o real e o efeito de real para que, dentro de um romance, seja contada uma história verdadeira em que as lacunas são preenchidas com pertinência verossimilhança. Ao encarar a impossibilidade biográfica (de resumir pessoas a personagens e vidas a textos), este trabalho propõe uma fórmula alternativa para biografias: o diálogo. Esse formato diminui a foco no narrador e concentra a atenção do texto na voz do biografado, método que permite, ao mesmo tempo, contar a vida da personagem – um dos propósitos da biografia – e escancarar a essência da mesma.
O design da obra é de Flora Egécia e a orientação, da professora Dione Moura.



Captura de Tela 2013-11-10 às 10.01.13Resultado de sua pesquisa de mestrado, Jhonatan Mata lançará, na SBPJor 10 anos, a obra Um telejornal pra chamar de seu: identidade, representação e inserção popular no telejornalismo local. A publicação estará disponível na Sessão de Lançamentos de Livros, que vai acontecer no dia 8 de novembro, às 20h, na FAC/UnB, Campus Darcy Ribeiro; durante a realização do 11º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo.
A obra trata da importância dos telejornais locais na vida dos cidadãos comuns e permite compreender como os meios de comunicação de massa conquistaram relevância cultural e social na sociedade contemporânea. Uma relação que se materializa na produção de programas que refletem a identidade, as tradições e os valores das comunidades. Quando os telejornais locais dão voz e palco em seus noticiários ao público, abrindo-se à participação popular, garantem o reconhecimento e a adesão dos cidadãos e os convertem em assíduos telespectadores.
O foco do autor é uma cidade polo da Zona da Mata Mineira, Juiz de Fora. Nas TVs locais, analisou a forma como são produzidas, apuradas e editadas as matérias com participação da própria população.
Mais informações aqui.



AnáliseCríticaNarrativa-capaO professor e pesquisador Luiz Gonzaga Motta vai lançar, na noite de autógrafos da SBPJor 10 anos, o livro Análise Crítica da Narrativa. A Sessão de Lançamentos ocorrerá na sede da FAC/UnB, no dia 8 de novembro, às 20h, integrando as atividades do 11º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo.
A publicação leva em consideração que as narrativas tecem a vida humana, produzem sentidos e constituem a realidade. Fáticas ou ficcionais, as narrativas são tratadas nesse livro como um modo de expressão universal. De maneira didática, o volume oferece procedimentos prático-operacionais para a análise pragmática de estórias e seus personagens. Além disso, apresenta técnicas de análise que passam pelo jornalismo, cinema, literatura, publicidade, videoclipes, histórias em quadrinho, telenovelas, relatos das mídias digitais etc. Essas técnicas permitem interpretar criticamente os enredos, conflitos, pontos de virada e usos estratégicos da linguagem narrativa. O livro se destina aos estudiosos do jornalismo, literatura, publicidade, psicologia, antropologia, história e outras áreas que realizam a análise dos processos de comunicação narrativa.



Captura de Tela 2013-11-10 às 09.55.17Fruto de uma pesquisa de mais de três anos, a professora Iluska Coutinho lança, na SBPJor 10 anos, a obra A informação na TV pública, uma produção conjunta entre pesquisadores parceiros e vinculados ao Grupo de Pesquisa “Jornalismo, Imagem e Representação” da Universidade Federal de Juiz de Fora. Os estudos se debruçam na análise dos produtos noticiosos da TV Brasil e de outras emissoras públicas. A Sessão de Lançamentos será no dia 8 de novembro, às 20h, na FAC/UnB.
A publicação apresenta os resultados de uma pesquisa, iniciada em 2010, a partir de uma demanda, e diálogo, com o Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Era necessário contar com olhares, da sociedade e de pesquisadores, para avaliar o telejornalismo da TV Brasil. A pesquisa teve continuidade em 2011 com o apoio do CNPq (edital Universal).
Em uma referência a outro livro publicado pela Insular, para conquistar uma televisão para chamar de nossa, o envolvimento do público é essencial. Os integrantes do grupo de pesquisa foram, desde então, um público para lá de interessado na produção noticiosa da emissora de TV pública brasileira.
Nessa obra são apresentados estudos sobre diferentes programas informativos, mas não apenas, da TV Brasil, especialmente. Os olhares dos pesquisadores, e convidados, ainda envolvem TV Cultura e RTP2.
Outras informações no site da editora.