Sistema de Conferências da SBPJor, 8º Encontro do JPJor

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Em busca de um jornalismo moderno: a chegada do manual de redação à imprensa brasileira
Vítor Hugo dos Santos Anastácio, Cristiane Henriques Costa

Última alteração: 2018-08-17

Resumo


Não foi preciso um manual de redação inspirado nas técnicas norte-americanas para que as ideias de objetividade e clareza do texto jornalístico chegassem ao Brasil. Em pleno século XVII, o barroco Gregório de Matos respondeu às perguntas-chave do jornalismo (os famosos 5W) no extenso título de um poema-denúncia sobre a peste. Durante o modernismo, na década de 1920, quando o “nariz de cera” ainda prevalecia na imprensa, as lavadeiras de Alagoas foram a analogia para Graciliano Ramos defender um texto enxuto de adjetivos, reticências e pontos de exclamação. O próprio pioneirismo do manual de redação do Diário Carioca, elaborado por Pompeu de Sousa em 1950 com base nos style books americanos, é controverso – antes dele, Gilberto Freyre e Carlos Lacerda publicaram manuais para A Província e Tribuna da Imprensa.

Palavras-chave


História do jornalismo; manual de redação; nariz de cera; objetividade; Diário Carioca

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